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As apresentações espontâneas e grandiosas do Avenged Sevenfold em seu retorno ao Brasil

Banda se apresentou nas cidades de Curitiba e São Paulo nos dias 28 e 31 de janeiro


A última visita da banda californiana ao Brasil foi em setembro de 2024, como headline da 40ª edição do Rock in Rio. Nessa ocasião, relatada no link, a banda prometeu voltar em breve para o Brasil. A promessa foi se consolidando e os shows foram agendados para os dias 2 e 4 de outubro de 2025; entretanto, o vocalista da banda, M. Shadows, teve complicações em suas pregas vocais e precisou adiar o show para o ano seguinte. Após imprevistos, a turnê Life is But A Dream... chegou ao Brasil e mostrou como o Avenged Sevenfold segue estimado por aqui.


Avenged Sevenfold se apresenta em São Paulo, durante a turnê Life Is But a Dream…. Foto: Ellen Artie.
Avenged Sevenfold se apresenta em São Paulo, durante a turnê Life Is But a Dream…. Foto: Ellen Artie.

Em Curitiba, o show ocorreu na Pedreira Paulo Leminski; enquanto em São Paulo, no Allianz Parque. A banda norte-americana Mr. Bungle, liderada por Mike Patton (vocalista do Faith no More), abriu os shows nas duas cidades — além de ter realizado um show próprio no Cine Joia, em São Paulo, no dia 26, que contou com a presença dos membros do Avenged Sevenfold na plateia. A banda floridense A Day to Remember, que realizou um show próprio em Curitiba, tocou após o Mr. Bungle na apresentação do Avenged Sevenfold no Allianz Parque.


Os shows do Avenged Sevenfold foram iniciados com a música Game Over, do último álbum de estúdio da banda, que dá nome à turnê. Dependendo de onde você estivesse, não enxergaria sem o auxílio dos telões M. Shadows cantando sentado usando uma balaclava — o que de alguma maneira acrescentou uma camada de mistério nessa abertura — ainda assim, a música foi uma imersão no sonho proposto pelo Avenged. Logo nesse começo, o público se surpreendeu com a música Chapter Four, do álbum de 2003, Waking the Fallen: Resurrected, que não esteve presente nos últimos setlists da banda.


M. Shadows no Allianz Parque, em São Paulo. Foto: Ellen Artie.
M. Shadows no Allianz Parque, em São Paulo. Foto: Ellen Artie.

Algo que também impactou durante o show foram as combinações de animações pré-gravadas, processamento de imagem em tempo real — que, por exemplo, transformava os membros da banda em seres cadavéricos — e jogos de luzes. A atmosfera do show mudava de acordo com a música, tragando o público de maneira emocionante. Faixas como Mattel, Nobody e Cosmic exibiram o conceito estético atual da banda, votado para um abstracionismo experimental.


Os membros da banda se mostraram espontâneos nos shows do Brasil, sendo interessante lembrar que quando Zacky pegou o violão para tocar So Far Away (2010, Nightmare), recebeu o pedido dos curitibanos pela música Seize the Day (2005, City of Evil). Ainda que não estivesse devidamente ensaiada, a banda tocou parte da música, divertindo-se com os próprios erros. É provável que a música tenha entrado para o setlist de São Paulo por essa razão. So far away a seguiu na sequência — nas duas cidades — como emblemática homenagem a The Rev, sobre quem você pode ler melhor no link.


O setlist das duas cidades contou com clássicos como Unholy Confessions, Bat Country, Nightmare, Buried Alive e Hail to the King, que incitaram o público com solos de guitarra do Synyster Gates. Curitiba teve o diferencial de ouvir We Love You e The Stage; enquanto São Paulo contou com Mattel e Gunslinger, mostrando mais uma vez a atenção da banda com o público brasileiro, possibilitando experiências diferentes em cada apresentação.


Avenged Sevenfold se apresenta na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba. Animações pré-gravadas transmitem a estética proposta com Life Is But a Dream…. Foto: Ellen Artie.
Avenged Sevenfold se apresenta na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba. Animações pré-gravadas transmitem a estética proposta com Life Is But a Dream…. Foto: Ellen Artie.

A little piece of heaven (2007, álbum auto-intitulado) finalizou as duas apresentações, sendo acompanhada quase como coro pelo público. O som — que carrega um teor teatral — foi acompanhado pelas animações pré-gravadas semelhantes ao videoclipe. Em São Paulo, o público contou com a presença de espectadores fantasiados como noiva e cadáver, entre outros, durante o show (perdoe-me se não vi alguém fantasiado em Curitiba).



A experiência dos shows foi poderosa, abarcando diferentes fases da trajetória da banda. Detalhes como Zacky Vengeance se apresentar sem camisa; Johnny Christ desgrenhar seu moicano; Synyster Gates deixar um sutiã em seu pedestal; M. Shadows anunciar sexo de bebês do público; e o solo de bateria de Brooks Wackerman ficam para comentários da audiência. Caso você não possa ter presenciado o show ao vivo, a banda prometeu retornar em breve ao Brasil. Se a banda cumpriu a promessa feita no Rock in Rio, mesmo após adversidades, podemos esperar mais novas visitas da banda.

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